O sonho de todo - ou quase todo - adolescente é crescer, arrumar um emprego e partir para a vida adulta. Eu, particularmente, nunca tive muito esse sonho, mas a vida pregou uma peça tão grande que crescer "na marra" foi necessário.
Morar só tem vários momentos bons, mas não é terrível como muitos falam. Quando decidi procurar o meu canto, o que mais ouvi das pessoas foi a frase "você se arrependerá". Talvez seja cedo demais para falar, mas esse tal arrependimento monstruoso que quiseram criar na minha cabeça ainda não apareceu.
É muito prazeroso chegar em casa após o serviço, tirar os sapatos na sala, arrancar a roupa e andar de calcinha pela casa. Fazer comida na hora que sentir vontade, limpar a casa quantas vezes por semana quiser - ou passar uma semana inteirinha sem nem varrer o chão. Sem falar na liberdade... ah, ela é incrível! O silêncio também é algo que me cativou desde o primeiro dia na casa nova.
Apesar das inúmeras coisas boas (e olha que não citei quase nenhuma delas), morar sozinha tem seu lado ruim. Não digo em relação aos gastos para manter uma casa, as responsabilidades e tudo depender exclusivamente de você. Mas tem dias que você não está tão legal. Tem dias que quer silêncio, mas em outros quer apenas alguém para perguntar "Como foi o dia?". Em situações mais extremas, só de ter alguém embaixo do mesmo teto já da uma sensação de segurança, de paz. "Ah, mas você não pode ligar para alguém?". Sim, sempre temos essa opção, mas a tecnologia ainda não conseguiu substituir o calor de uma presença física. O silêncio é bom, mas às vezes ele doi.
Apesar das dos momentos de "bad", morar sozinha foi uma das melhores decisões que tomei na vida.
