quarta-feira, 11 de maio de 2016

As dores e glórias de quem escolheu viver sozinho



O sonho de todo - ou quase todo - adolescente é crescer, arrumar um emprego e partir para a vida adulta. Eu, particularmente, nunca tive muito esse sonho, mas a vida pregou uma peça tão grande que crescer "na marra" foi necessário.

Morar só tem vários momentos bons, mas não é terrível como muitos falam. Quando decidi procurar o meu canto, o que mais ouvi das pessoas foi a frase "você se arrependerá". Talvez seja cedo demais para falar, mas esse tal arrependimento monstruoso que quiseram criar na minha cabeça ainda não apareceu.

É muito prazeroso chegar em casa após o serviço, tirar os sapatos na sala, arrancar a roupa e andar de calcinha pela casa. Fazer comida na hora que sentir vontade, limpar a casa quantas vezes por semana quiser - ou passar uma semana inteirinha sem nem varrer o chão. Sem falar na liberdade... ah, ela é incrível! O silêncio também é algo que me cativou desde o primeiro dia na casa nova.

Apesar das inúmeras coisas boas (e olha que não citei quase nenhuma delas), morar sozinha tem seu lado ruim. Não digo em relação aos gastos para manter uma casa, as responsabilidades e tudo depender exclusivamente de você. Mas tem dias que você não está tão legal. Tem dias que quer silêncio, mas em outros quer apenas alguém para perguntar "Como foi o dia?". Em situações mais extremas, só de ter alguém embaixo do mesmo teto já da uma sensação de segurança, de paz. "Ah, mas você não pode ligar para alguém?". Sim, sempre temos essa opção, mas a tecnologia ainda não conseguiu substituir o calor de uma presença física. O silêncio é bom, mas às vezes ele doi.

Apesar das dos momentos de "bad", morar sozinha foi uma das melhores decisões que tomei na vida.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Você merece um amor inteiro

Você merece alguém que não te ame com limites, mas sim que transborde amor.

Você merece ser lembrada todos os dias do quanto é especial. Alguém que te chame para sair em plena segunda-feira, nem que seja para comer o dogão da esquina. E, mesmo que você tenha se arrumado apenas para ir ao dogão da esquina, que seja elogiada por estar incrivelmente linda.

Você merece alguém que aponte seus defeitos, mas que principalmente saiba reconhecer suas qualidades. Alguém que não tenha vergonha de você não ser a namorada mais gostosa do grupo de amigos, mas que perceba que sua beleza vai muito além de um rosto bonito e um corpo sarado.

Você merece alguém que escolha ficar com você vendo um filme em casa, mesmo tendo outras milhares de oportunidades para sair e farrear com os amigos. Alguém que te respeite, que sinta orgulho e te elogie, desde o cabelo até o trabalho.

Você merece alguém que mereça o seu amor. Alguém que esteja preparado para ter ao lado a mulher mais apaixonada e incrível do mundo. Alguém que entenda que seus elogios não são fajutos e que os agrados - desde presentes até um simples jantar - é de coração, e não querendo ganhar algo em troca.

Você merece, acima de tudo, ser feliz. Ter um amor que transborda, que não sinta vergonha, que não minta, que não engane, que não seja egoísta, egocêntrico e machista.

Você não merece um amor banana que faça todas as suas vontades, mas sim um amor que saiba perceber e dar valor nos pequenos detalhes, desde um simples "bom dia" até uma flor arrancada do jardim do vizinho. Você merece sentir aquele friozinho na barriga e as borboletas no estômago a cada encontro.

Você merece um amor que não machuque e que ame pelos simples fato de amar. Um amor que se deixe levar e que viva intensamente cada minuto.

Você não merece metades. Você merece um amor inteiro!

sábado, 16 de abril de 2016

Uma (grande) curva no meio do caminho

Diariamente me pego pensando nas surpresas da vida e as peripécias que ela nos apronta. Quem nunca esteve com planos feitos e, de repente, a vida acabou com tudo? Ou melhor, o banho de água fria foi tão grande que pode ter sido comparado com o polo norte? E aí? E agora? O que vamos fazer? Desistir? Recomeçar? Que dúvida cruel!

Sempre fui uma pessoa de muita opinião, destemida e segura, até que um belo dia uma grande curva apareceu no meio do meu caminho. A curva foi tão íngreme que, por um momento, me senti sem chão. Sem chão, sem ar, com as pernas bambas e o coração na boca. Fiquei por minutos, horas, dias e meses com medo de seguir a estrada. Medo de me deparar com outra curva e, diferente da primeira, ser fatal. Mas eu preferi encarar mais um desafio e correr o risco.

Acho que certeza das coisas que estão por vir nunca teremos. É impossível controlar o destino. É em vão querer programar uma vida feliz como nos filmes da Disney e novelas da Globo. O que devemos fazer é colocar na balança até qual ponto vale a pena arriscar a vida em uma curva íngreme.

Hipocrisia seria dizer "Pode vir, curva íngreme. Estou pronta!", porque nunca ninguém está pronta para enfrentá-la. Nunca esperamos ser pegos de surpresa e ficar sem ar, sem chão, com as pernas bambas e o coração na boca. Mas temos que estarmos sempre prontos para recomeçar (porque sempre existe essa opção). Hoje, após o susto da grande curva, estou pronta para a felicidade que está por vir. A felicidade que será resultado de tudo o que eu tenho plantado, mas também estou preparada caso ela demore um pouquinho para chegar.

Então, caso você encontre uma curva assim na sua vida, lembre-se: é só uma curva e vai passar. Outras poderão aparecer no meio do caminho, já que não podemos controlar o futuro. Esteja sempre pronto. Mas, acima de tudo, lembre-se que passar novamente pelo mesmo caminho íngreme é questão de escolha. Existem várias rotas, mas só nós podemos escolher por qual estrada andar.

Kerolyn 

terça-feira, 12 de abril de 2016

"Mãe, minha matéria foi pra rede!"


Quando falam que jornalista adora um elogio não é mentira. Eu, particularmente, adoro ter meu trabalho reconhecido. Aliás, acho que reconhecimento faz bem para qualquer profissional, em qualquer área.

Em 2014, quando ainda era estagiária, trabalhei no jornal Diário Digital, da TV MS Record. Uma das matérias que escrevi em parceria com a jornalista Dayene Paz foi destaque no portal R7, também do grupo Record. Adivinha quem ficou toda feliz? Isso mesmo. Não preciso nem falar!

A pauta era triste e se tratava de mortes causadas por quimioterapia na Santa Casa de Campo Grande. Apesar da matéria não ser uma das mais gostosas de escrever, é sempre bom aquele sentimento de "Poxa, minha matéria foi pra rede!".

Deixo aqui o destaque (em foto) e o link da matéria que fez uma estagiária ficar com o ego láaa em cima e super feliz!




sábado, 9 de abril de 2016

O tão temido TCC

Ainda estou meio perdida em relação ao que escrever aqui. Enquanto não encontro apenas um tema, vou me aventurar por vários deles.

Hoje resolvi escrever sobre o tão temido trabalho de conclusão de curso, "tcc" para os mais íntimos. E se tem uma coisa de que me tornei muuuuito íntima, foi dele.

O trabalho realmente não é coisa de Deus. Se você acha que vai pirar, vai abrir mão dos fins de semana, chorar e achar que nada vai dar certo, você está certo. Desespero é normal e faz parte de todo o processo. Vou falar como foi o meu e tentar deixar dicas (caso alguém abra isso aqui um dia).

A primeira dica preciosa da recém formada é: escolha bem o tema. Independente de qual for, ele será realmente trabalhoso. Porém, se for algo que o acadêmico domina, o "parto" não será tão dolorido assim.

Meu sonho sempre foi escrever um livro. Desde criança já gostava de juntar as palavras e inventar histórias. Na hora do tcc não tive dúvidas: um livro-reportagem. A diferença é que troquei o inventar pelo relatar. E deu certo.

Com o tipo de trabalho escolhido, precisei escolher o tema. Sem pensar muito, resolvi juntar o útil ao agradável e escrever um livro sobre o Grupo Tradição. Para minha sorte, a banda que marcou a minha adolescência estava fazendo 20 anos de criação bem no ano do tcc. Parece que tudo se encaixou direitinho, não é mesmo?!

A parte mais complicada é fazer o pré-projeto. Ter que justificar o tema não é tão simples quanto parece. Não seria mais fácil apenas escrever: "Quero escrever sobre tal assunto PORQUE SIM!"? É..seria. Porém, se fosse fácil não se chamaria TCC. Li vários livros que fundamentassem minha escolha de trabalho e o tema. Terminei meu pré-projeto após algumas noites em claro e algumas lágrimas derramadas (pq faz parte). Trabalho entregue, apresentado e com nota 10. Acho que posso dizer que sobrevivi muito bem ao começo.

Ah, antes que me esqueça: quer escrever um livro-reportagem? Comece lendo "Página Ampliadas", do Edvaldo Pereira Lima. Ele é conhecido como o "pai do livro-reportagem" e não é à toa.

A segunda parte, que é colocar realmente a mão na massa é a mais gostosa. Não vou dizer que é fácil, mas como já disse anteriormente, a escolha do tema é fundamental. Como já conhecia um pouco a história do grupo, identificar as fontes e relatar os acontecimentos não foi tão difícil. (troco a palavra difícil por cansativo).

Entrevista. Decupa. Escreve. Apaga. Reescreve. Apaga mais um pouco. Troca a ordem. Separa fotos. Manda para o orientador. Mil alterações. Corrige. Manda de novo. Mais alterações. Dicas. Choros. Sextas-feiras em casa. Bunda doendo de tanto ficar sentada. Dor nas costas. Computador queimando de tão quente. Pais que não aguentam mais ouvir reclamações. Orientador sendo incomodado em pleno sábado à noite. Choro com as amigas. Meu Deus, socorro! Não vai dar tempo. Estresse. Mais choro. Revisa. Arte de capa. Imprimi. Nasceu!

Depois de tudo isso aí que eu citei e mais um pouco, meu filho, meu bebê... meu xodó nasceu. Lindo, pretinho e com muito amor.

Uma outra dica importante é a arte da capa. Escolhi algo que realmente lembrasse o grupo, então, a sanfona não poderia ficar de fora. É a marca do Tradição. Talvez não tenha sido muito feliz no título, mas foi o que deu para pensar no momento! hahaha, loucura, meu povo!

Trabalho entregue, apresentado e aprovação com nota 10. Uffa, deu certo!

A apresentação é uma outra novela, mas quem sabe comento em um próximo post ;)


De volta ao mundo das palavras soltas

Em setembro de 2010 criei isso aqui, o tal do blog. Na época, tinha 17 anos e não fazia a mínima ideia de como seria minha vida. Como toda adolescente, eu só queria ser feliz, mas ser feliz de verdade mesmo. Tinha medo de fazer a escolha errada e... acabei fazendo.

Aos 18 anos entrei na faculdade, mais precisamente no curso de Letras. Achava que, por ser apaixonada pelas palavras, poderia me dar bem, porém me enganei completamente. Minha paixão desde sempre foi o jornalismo. Contar histórias, relatar fatos, mostrar para todos a "verdade" sempre me fascinou. Cursei dois semestres de letras, encarei o medo e mudei de curso. Foi aí que a tão esperada felicidade que eu estava procurado apareceu. 

Sabe quando você se encontra de verdade? Sabe quando aquela última peça do quebra-cabeças de encaixa? Era assim que eu me sentia. Estava começando "o sonho da vida". Quatro anos se passaram, terminei a faculdade e hoje sou jornalista. Apesar da crise diária com a profissão (por mil e um motivos), tenho a certeza que fiz a escolha certa. Não sei se esse casamento será para sempre, mas independente do que acontecer daqui pra frente, estarei feliz. O sonho da menina se tornou realidade!

Não sei porque escrevi todas essas baboseiras aí em cima. Não sei porque voltei a escrever nesse blog "vergonha alheia" da época que eu não passava de uma adolescente chata (não que hoje eu não seja uma adulta chata, claro). Me falaram (várias pessoas) que eu deveria cuidar mais de mim, dar atenção para a Kerolyn maravilhosa que sou. Às vezes precisamos ouvir coisas duras para que as palavras de conforto cheguem logo em seguida. Nessa semana, por exemplo, ouvi de uma amiga as seguintes palavras: linda, inteligente, estudava, educada, bem criada, independente e querida. Bingo! Tudo o que eu precisa para acordar para vida e perceber que minha felicidade depende apenas de mim.

Achou o texto sem nexo? Sem sentido? Bate aqui, "tamo junto".

Como já citei, não sei nem o que tô fazendo aqui, mas decidi usar esse espaço para contar um pouquinho dos desafios da vida, postar textos que gosto e, quem sabe, revelar de vez o meu lado escritora.

Escrevi muito e não escrevi nada. Vamos ver como sairei nas próximas publicações!